Breves dias infinitos. Intensos e profundos, carregariam um mundo de planos, não fosse pela certeza da chegada dos domingos de ressaca. Sei dos dias inúteis, sangrentos e não faço pedidos; são em vão. Conto apenas as horas para uma nova fuga do desvario e encontro da serenidade, regada a cachaça, celebrando a vivência daquilo que deveria ser a cotidiana realidade. Não há esperança na utopia, e por isso volto ao concreto neste longo janeiro, sem deixar de pedir - eu que não creio - pela breve chegada de um infinito fevereiro.
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